DIRETO DA FONTE – Manual de Avaliação da Pegada Hídrica é lançado em português
Uma importante publicação apoiada internacionalmente por empresas, ONGs e cientistas acaba de ser lançada em português. Com financiamento e coordenação da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) em parceria com a Rede da Pegada Hídrica (Water Footprint Network – WFN), o “Manual de Avaliação da Pegada Hídrica – Estabelecendo o Padrão Global” traz definições e métodos para a contabilização, a avaliação da sustentabilidade e ainda auxilia a padronização global da avaliação da pegada hídrica.
Dia Mundial da Água – Uma comemoração inglória
Por César Torres*
O Dia Mundial da Água celebra-se anualmente no dia 22 de Março. A data visa alertar as populações e os governos para a urgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.
EDITORIAL – Água e esgoto e a essência da circularidade
Debater água é sempre complexo, pois é provavelmente o recurso natural mais importante que temos. Ubíquo na sua essencialidade para o meio ambiente, para suportar a vida humana e não humana no planeta, para processos agroindustriais e até para a cultura, a água transpõe barreiras. Há 21 anos, comemoramos o Dia Mundial da Água por estar cada vez mais ameaçada, já que nós, seres humanos, temos uma pré-histórica tradição de pensar linearmente em um mundo circular, como é o regime hídrico.
DAS REDES – A cada 15 segundos uma criança morre por falta de água de qualidade no planeta
A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, de saneamento e de condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.
Conheça 6 iniciativas de saneamento ecológico que estão sendo pesquisadas (+enquete)
Saneamento ecológico diferencia-se do saneamento ambiental. São dois termos diferentes, mesmo que os dois tratem de reduzir e conter impactos ao meio ambiente. No entanto, o primeiro, foca em tecnologias de menor escala, local, buscando otimizar o poder da natureza de absorver nossos dejetos biológicos.
SANEAMENTO ECOLÓGICO – Recursos por água abaixo
Se estamos falando de escassez de água no planeta, por que então usamos tão mal este recurso? Não estamos falando aqui da notoriedade do desperdício nas redes furadas das empresas de saneamento, nem dos sistemas hidráulicos abertos do setor industrial ou agroindustrial – que têm perdas de 40% ou mais – e muito menos do pobre indivíduo que é responsabilizado pelos males do planeta ao tomar um banho mais demorado. Estamos falando de usar água potável para levar para algum lugar longe da gente a urina e as fezes que produzimos todo santo dia.
Estádios e prédios da Copa poderiam fomentar o saneamento ecológico
A ligação entre saneamento e sustentabilidade é direta, pois é impossível que uma população viva em equilíbrio social, ambiental e econômico se parte dela não tem acesso a tratamento de esgoto, não possuindo banheiro em suas casas. Mas, talvez seja a hora de repensar modelos. Hora de repensar o que fazemos com nossas fezes e nossa urina, pois tantos anos de centralização no tratamento de esgoto não foram suficientes para solucionar o problema (no Brasil apenas 38% de todo o esgoto coletado é tratado).
ESTANTE – Dicionário de Saneamento Ambiental
Os 6.438 verbetes reunidos no Dicionário de Saneamento Ambiental foram pesquisados em inúmeras referências bibliográficas e consultados entre profissionais da área. O autor, Ariovaldo Nuvolari, é considerado um dos maiores especialista em Saneamento Ambiental e leciona a disciplina desde 1977 na Faculdade de Tecnologia (Fatec-SP), na graduação e na pós-graduação.
Saneamento rural: um enorme desafio para o Brasil
Por Édison Carlos*
A situação do saneamento básico no Brasil é dramática. De todas as mazelas ambientais do país nada se compara ao descomunal impacto à natureza e ao cidadão causado pela ausência dos serviços de saneamento básico em todo o território. Dados do Ministério das Cidades (base SNIS 2010) mostram um cenário em que 1 em cada 5 brasileiros ainda não possui sequer água tratada para beber. Mais da metade da população ainda não tem acesso à coleta dos esgotos e somente 38% do esgoto do país passa por algum tipo de tratamento antes de ser lançado na natureza.
SANEAMENTO ECOLÓGICO – Está na hora de dar descarga nas descargas
Muito se fala de banheiros secos, mas não só não há disponibilidade de equipamentos sendo produzidos adequadamente, como há forte resistência cultural. No entanto, pesquisas acadêmicas apontam para a possibilidade do uso desta tecnologia até em espaços urbanos, com vantagens que incluem custo baixo de implementação e o fechamento do ciclo, devolvendo para a terra nutrientes.
