Eficiência energética e novas tecnologias devem caminhar juntas
Segundo Marco Antonio Saidel, professor do departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, para o Brasil reduzir a desigualdade social, é necessário aumentar a capacidade produtiva, e para isto, a energia é fundamental.
Ele foi um dos debatedores do painel Gestão Sustentável da Produção e Consumo de Energia.
Saidel também advogou que, além de incentivos à economia de energia, é preciso incentivar o desenvolvimento de geração de eletricidade por meio de novas fontes renováveis.
Entre as ferramentas possíveis, a adoção de certificações, incentivo ao uso de indicadores, como os selos do Procel, o incentivo ao mercado de eficiência energética e a ampliação do alcance da regulamentação de mercado foram algumas ações defendidas por Saidel, principalmente para garantir o uso eficiente nos edifícios.
“Se nós olharmos os países em desenvolvimento, veremos que eles traçaram mecanismos de regulação de energia para suas edificações”, disse. “O Brasil não tem, praticamente, nenhuma regulação energética nesta área”.
Para o professor, o Brasil deve aprender rapidamente com as experiências bem sucedidas para dar passos quanto à regulamentação e permitir ganhos de eficiência.
Além disto, o professor defendeu o investimento na capacitação dos profissionais sobre o processo de produção de energia e a inclusão do tema nos cursos universitários ligados à área, como engenharia civil e arquitetura.
No entanto, a mudança de comportamento no consumo de energia, tanto individual quanto empresarial, foi a ação mais defendida pelo professor.
“Se não mudarmos os hábitos, não mudaremos este processo como um todo”, lembrou.
Referência (ABNT):
R. Eficiência energética e novas tecnologias devem caminhar juntas, 3 ago. 2009. Disponível em: <http://revistasustentabilidade.com.br/eficiencia-energetica-e-novas-tecnologias-devem-caminhar-juntas/>. Acesso em: 22 mai. 2013.



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