Condicionamento do ar é destaque verde no Porto Brasilis
Com 18.600 metros quadrados em 16 andares e três subsolos de estacionamento, o empreendimento Porto Brasilis desenvolvido pela Fibra Experts , traz entre suas inovações, sistemas de reaproveitamento de calor e de reciclagem água no sistema de refrigeração.
Segundo Luiz Verbicário, diretor de empreendimentos corporativos da empresa, estes sistemas vão resultar em 14% e 30% de economia de energia e água respectivamente, sendo que no primeiro caso, a referência já com os sistemas eficientes da Ashare. Estes itens contribuirão para a certificação LEED que está sendo buscada para o edifício.
“Tínhamos decidido fazer a certificação, mas não sabíamos qual categoria encaixar”, explicou. “Escolhemos a certificação LEED por ser a mas consolidada no Brasil”.
O sistema de reciclagem de energia utilizará o calor dos exaustores dos banheiros, áreas úmidas, cujo are será reciclado retirando o calor e reduzindo a necessidade e puxar ar do exterior em cerca de 25%. Já o projeto hidráulico prevê a reúso de água das pias e da chuva para uso nos condensadores. Já a água da chuva será usada também para suprir toda a necessidade dos jardins do projeto.
Estes, segundo o executivo, serão os principais itens para dar o resultado final de economia. O foco no sistema de condicionamento de ar se explica pelo fato de que, segundo estudos liderados pelo Procel, este item consome entre 20% e 45% da eletricidade total de uma edifício comercial convencional. A iluminação, do outro lado, é responsável por cerca 24% do consumo total.
Portanto, o projeto arquitetônico também prevê sistemas de carga e automatização do uso das redes elétricas e, principalmente, o uso de iluminação natural para ajudar na redução do consumo elétrico pelos 1500 usuários projetados para o edifício.
“Projetamos para que 90% dos postos de trabalho terão uma vista”, ilustrou Verbicário.
LOCALIZAÇÃO
Os sistemas de certificação são feitos por pontuações que incluem não só as tecnologias de conservação energia e recursos naturais, mas também levam em conta aspectos como a qualidade dos produtos utilizados e a localização do edifício. O Porto Brasilis está localizado na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro, portanto uma região altamente irrigada por equipamentos urbanos, inclusive de transporte público e coletivo. Esta localização, não só determinou a decisão da empresa de fazer o edifício, mas ajudou na busca pela certificação.
“Vimos o potencial e entramos antes do projeto de recuperação da área para as Olimpíadas que a prefeitura está desenvolvendo”, explicou. “É uma área de transição degrada que está se consolidando no novo centro, processos que ocorreram em outras cidades como Barcelona [na Espanha] e Buenos Aires [na Argentina]”.
O projeto de certificação está sendo desenvolvido pela consultoria CTE e vai englobar também itens como alumínio, aço e concreto com no mínimo 20% de material reciclado, 95% de madeira certificada pelo FSC e os materiais tenham baixo nível VOC (compostos orgânicos voláteis), tudo isto combinado com fornecimento dentro de um raio de 800km. Esta combinação, para Verbicário, foi uma das exigências mais complexas.
Apesar de não revelar qual o custo extra em comparação com contrições convencionais, Verbicário explica que a decisão de buscar certificação está enquadrado na estratégia da empresa, pois todos os edifícios corporativos da empresa serão certificados. Isto exige um treinamento da equipe da empresa.
“A equipe consegue ter ganhos a longo prazo, adequando-se à realidade de cada projeto”, avaliou. “A conta não é simplesmente o quanto você investe a mais por metro quadrado, vai além pois os usuários finais estão buscando segurança e certificações”.
O Porto Brasilis já está 100% vendido para fundo de pensão nacional, disse o executivo sem revelar o nome. Verbicário explicou que será este fundo que alugará para multinacionais e o fator certificação ajuda a competir com edifícios que não tenham esta certificação.
A lógica comercial, no entanto, é uma realidade, pois os investidores em edifícios ‘verdes’ nos Estado Unidos e Europa têm obtido resultado financeiros. Segundo levantamento feio pela empresa de construção McGraw-Hill Construction em 2008, empreendimentos certificados registraram um valor em média 7,5% mais altos que convencionais e uma redução de custos de operação entre 6% a 8%.
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Referência (ABNT):
Spatuzza A. Condicionamento do ar é destaque verde no Porto Brasilis, 29 mar. 2012. Disponível em: <http://revistasustentabilidade.com.br/condicionamento-do-ar-e-destaque-verde-no-porto-brasilis/>. Acesso em: 22 mai. 2013.



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