Sacolinhas: mentiras dentro das verdades e… soluções
Está rolando na Internet um artigo publicado na Folha de S.Paulo com os seguintes dados sobre as sacolinhas que são no mínimo questionáveis. Gostaria de colocar-los em contexto para podermos entender o que está em jogo:
Plano de ação de eficiência energética sai até julho
Até julho, o Brasil terá seu primeiro plano de ação de eficiência energética para o biênio 2012 e 2013 focados na indústria, nos transportes, nos prédios públicos, nas edificações em geral, e na implementação do programa Esplanada Sustentável. O plano poderá contar com novas critérios e fontes financiamento pelo BNDES, inclusive do Fundo do Clima, segundo informou Fernando Perrone, assessor da presidência da Eletrobrás e representante da empresa no Grupo de Trabalho do Plano Nacional de Eficiência energética (PNef).
Plano de ação de eficiência energética 2012-13 sai até julho
Além de cogitar usar recursos do fundo para
programas de eficiência energética, Perrone explicou que o BNDES
deve melhorar as condições de financiamento para as ESCOS –
consultorias que implementam projetos de conservação de energia.
“É a primeira vez que a eficiência energética
entra no planejamento setorial”, disse.
Perrone condeu a entrevista no dia 19 de janeiro,
dois dias depois da segunda reunião do GT, mas que já revelou o
tamanho do desafio. O PNef, apesar de ter sido longamente discutido
durante vários anos, foi finalmente aprovado pelo CNPE em outubro
2011. A criação do GT foi no dia 20 de outubro e a primeira reunião
ocorreu no início de dezembro. A próxima reunião está programada para o dia 13 de março.
O PNef, um documento de premissas e diretrizes
genéricas, aponta para uma economia na ponta de 10% até 2030. Ou
seja, os ganhos de eficiência energética reduzirão o consumo em
2030 cerca de 10%.
“No PNEf, existem dois conceitos de melhora na
eficiência energética: o autônomo e o induzido pelo governo,”
explicou Perrone. “O primeiro se baseia na ideia de que o interesse
e investimento do setor produtivo irá trazer ganhos naturalmente, o
segundo são ações do governo que possam induzir a eficiência. No
entanto percebemos que o autônomo não é tão autônomo assim:
falta muito conhecimento e o setor não avança sem a participação
obrigatória do governo”.
Este entendimento, na visão de Perrone, é
essencial, pois vai possibilitar definir ações concretas para poder
atingir as metas e dar o próximo passo. O GT é composto por 11
pessoas, membros do governo e suas autarquias no setor energético.
Ele é coordenado por Altino Ventura Filho, Secretário de
Planejamento e
Desenvolvimento Energético
do Ministério de Minas
e Energia. Além dele e mais um executivo do MME, compõem GT um de
cada um destes órgãos: Cepel, Eletrobrás, Petrobras, EPE,
INMETRO, Aneel, ANP. Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério
do Meio Ambiente e um da Unifei.
Segundo Perrone, a predominância do governo não
exclui o setor privado e nas duas primeiras reuniões já
participaram como convidados o BNDES, Associação Brasileira de Grandes
Consumidores Industriais de Energia Elétrica (Abrace) e a Confederação
Nacional das Indústrias (CNI).
“Vamos convidar especialistas e representantes dos
setores envolvidos”, disse. “A ideia é fazer subgrupos para
discutir cada tema definido”.
MUDANÇAS DE HÁBITOS
Como mostra a composição do GT, um dos eixos
principais é harmonizar e integrar melhor os vários programas do
governo, entre eles o PEE da Aneel, o Conpet gerido pela Petrobras, o
Procel gerido pela Eletrobrás, além de trabalhar melhor os
programas financiados por outros fundos setoriais como RGR tais como
iluminação publica e melhoria da eficiência no saneamento básico.
As primeiras duas reuniões foram uma espécie de
tomada de conhecimento, mas já foi proposto um formulário para os
membros par que delineiem as principais ações a serem desenvolvidas
com descrições detalhadas, qual será o impacto estimado destas
ações, os custos e as fonte de recursos possíveis.
A definição dos focos na indústria e nas
edificações do plano de ação foram definidas pela sua
transversalidade e pelo seu impacto. Os outros, são do setor público
que tem, segundo Perrone, melhor capacidade de coordenar as ações.
No entanto, para Perrone,um grande debate nacional
será necessário para avançar no plano para melhor conscientizar as
empresas e o público.
“É preciso entender que existem ações que vão
melhorar o consumo e outras que devem focar na demanda,” lembrou.
“O primeiro já bem compreendido, mas o segundo é a ideia de
reduzir a demanda nos horários de pico e isto requer uma visão
muito mais completa do processo”.
Segundo Perrone, o setor produtivo precisa começar
a olhar como seu consumo é distribuído ao longo do dia para
planejar melhor as atividades, muita vezes isto são mudanças de
comportamento e não necessitam de investimento e equipamentos.
SEM ACESSO A FINANCIAMENTO
No lado do setor público, a solução é mais
complexa pois passa por vários problemas desde a falta de
capacitação e capacidade financeira dos municípios, até problemas
legais como a lei de licitações 8.666 que inibe a aquisição de
equipamentos mais eficientes mas mais caros. Isto complica o acesso
de prefeituras a recursos como do RGR para o Reluz, melhorias em
prédios públicos e saneamaneto básico. Segundo Perrone, é preciso
rever algumas questões regulamentais e técnicas, em 2011 apenas
R$100 milhões foram liberados para o Reluz. Segundo dados da
imprensa, o RGR mais de R$9 bilhões em caixa e cerca de R$6 bilhões
a R$7 bilhões emprestados abaixo do custo de mercado.
“Há uma carência de projetos ou por falta de
know-how ou por falta de capacidade financeira dos municípios ”,
lembrou.
Por enquanto, as peças estão sendo encaixadas e
o conceito é começar, segundo Perrone, pelo mais ‘fácil e que gere
o maior impacto’.
O plástico é muito nobre para ser jogado no lixo
Quando criança, gostava daquele jogo de ligar os pontos. Não sabia o quanto este exercício seria útil para explicar o mundo como jornalista. Mas quando o debate sobre as sacolinhas plásticas – e sua iminente eliminação dos supermercados paulistas no dia 25 de janeiro de 2012 – está sequestrado por vários interesses, é preciso de paciência para ver a imagem que surge e pensar com mais imaginação como poderá ser o futuro sem sacolinhas para os consumidores paulistas.
Trata Brasil assina cooperação com I.Rumo Náutico/Proj. Grael
São Paulo, janeiro de 2012 – O Instituto Trata Brasil e o Instituto Rumo Náutico-Projeto Grael assinaram na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, um termo de cooperação técnica e institucional para atuação conjunta em prol da universalização do saneamento básico.
O acordo tem como objetivos coordenar os esforços das duas entidades em oferecer informações à sociedade quanto ao direito ao acesso dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e do controle social na utilização dos recursos públicos para executar as obras de coleta e tratamento dos esgotos.
Iniciativas de REDD+ atraem recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia
Consórcio de organizações liderado pela The Nature Conservancy (TNC) firma parceria com a USAID para promover ações de conservação no Pará e em Mato Grosso.
Nos dois Estados com os maiores índices de desmatamento ilegal na Amazônia, Pará e Mato Grosso, começam a ganhar força iniciativas para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, aliadas a outras estratégias como o manejo florestal sustentável – sistema conhecido como REDD+.
ONU chamada para centro de tecnologias do clima
The Conference of the Parties (COP) to the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), by its decision 1/CP.16, established a Technology Mechanism which consists of a Technology Executive Committee and a Climate Technology Centre and Network with their respective functions.
The COP, at its seventeenth session in Durban, South Africa, decided to launch the selection process for the host of Climate Technology Centre, in order to make the Technology Mechanism fully operational in 2012.
The call for proposals (455 kB) is hereby issued by the UNFCCC secretariat as requested by the COP to invite interested organizations including consortia of organizations to submit their proposals for hosting the Climate Technology Centre.
The proposals must be submitted to the secretariat not later than 16 March 2012 at 12 noon Central European Time. Further information with regard to the submission and evaluation of proposals could be found in the full package of the call for proposals (455 kB) as attached.
Árvores nos jardins mapeadas
A AES Eletropaulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Associação AME Jardins acabam de concluir a primeira etapa do diagnóstico de 2.200 árvores do bairro dos Jardins, região tombada pelo Condephaat. Essa fase, que consistiu na análise externa das árvores, concluiu que oito delas já estão mortas e oferecem risco de queda.
2012: Um ano de compromissos
A Revista Sustentabilidade vem desde 2007
renovando estes compromissos. E por isso, em 2011, mudou seu jeito de
fornecer notícias e continuará mudando em 2012. Neste últimos 12
meses, se aproximou de seus leitores, retomou o boletim semanal
adicionando conteúdo de parceiros e de terceiros e lançou os
relatórios especiais focados em um ou dois assuntos.
O meio principal da Revista Sustentabilidade, a
Internet, também mudou. Ao contrário da época em que a Revista
Sustentabilidade foi lançada há quatro anos, a Internet hoje é um
meio propício para a troca de ideias e de acúmulo de conhecimento,
o que é feito em conjunto com os internautas que, nas redes sociais,
selecionam, comentam notícias e informações e produzem suas
próprias informações.
No entanto, a quantidade de informação é
inquietadora. E pior, não se sabe a fonte e nem o contexto exato
destas informações. Assim é no noticiário geral e assim é na
cobertura sobre a sustentabilidade. Portanto, ao longo de 2011,
focamos mais nas redes, buscamos identificar e selecionar os melhores
analistas e debatedores do assunto para levar a discussão plural
para os 10 mil seguidores da Revista Sustentabilidade nas redes
sociais, os 10 mil assinantes do boletim semanal e para os mais de 30
mil visitantes mensais no site.
Em 2012, a Revista Sustentabilidade manterá e
aprimorará seu foco na inovação para a sustentabilidade – trilha
que abriu desde 2007 – mas também oferecerá mais espaço para
notícias, análises e comentários de terceiros e parceiros para
levar a todos um debate qualificado sobre inovação e políticas
públicas para a sustentabilidade.
Os boletins especiais continuarão focados para
serem um instrumento prático para quem quer tornar seu negócio mais
sustentável, ter novas ideias e empreender de uma maneira mais
consciente.
A Rio+20 será o marco. Em junho, os chefes de
estado de todo o mundo se reunirão na cidade do Rio de Janeiro para
decidir como enfrentaremos as mudanças climáticas e a tão
necessária transição para a economia verde. Ficaremos de olho, em
especial nos acordos que promoverão ou não avanços tecnológicos e
de políticas públicas pertinentes.
As eleições municipais de 2012 serão também um
marco na história política desde a redemocratização de 1985, pois
acontecerão em plena implementação da Política Nacional de
Resíduos Sólidos e do Plano Nacional de Eficiência Energética.
Nas plataformas partidárias para governar os mais de 5.500
municípios, veremos se serão feitos compromissos efetivos com a
eliminação dos lixões, com a implementação de políticas de
coleta seletiva, com os incentivos à reciclagem, com o consumo
racional de energia e projetos de energias renováveis que a
população demanda.
Veremos também a disputa entre os que querem
manter o status quo como o setor de plástico e os ruralistas
desmatadores e os que querem avançar.
Por isso, para nós que buscamos e debatemos a
sustentabilidade, 2012 será um ano de compromissos novos e de
renovar compromissos antigos. Para a Revista Sustentabilidade, será
um ano de renovar seu principal compromisso: fazer o debate de uma
forma inteligente, plural e focada para mostrar para todos que
existem alternativas desde que estejamos prontos para inovar, ouvir e
debater.
A partir da segunda quinzena de janeiro 2012
terminará o recesso e retomaremos nosso boletim semanal.
Prepararemos o terreno para novidades a partir de fevereiro e assim a
Revista Sustentabilidade deseja uma boa entrada em 2012 e convida a
todos e todas para contribuir, debater e opinar cada vez mais neste
ano de compromissos tão importantes que será 2012.
Feliz Ano Novo
Alexandre Spatuzza
Editor
Revista Sustentabilidade
