Prefeitura de SP lança edital para projetos de reciclagem
A prefeitura da cidade de São Paulo lançou um edital para financiar projetos ligados a coleta seletiva, reciclagem, suporte a cooperativas de catadores, compostagem e biodigestão durante 18 meses. O valor máximo do projeto a ser financiado é de R$150 mil. Um total de R$3 milhões foi disponibilizado pelo Fundo Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – FEMA.
O elefante verde na nossa sala
O estudo feito pela Energy SavingTrust – ONG de monitoramento e promoção de eficiência energética – mostrou que entre os principais consumidores de energia em um lar, estes equipamentos vão consumir proporcionalmente mais energia.
Hoje, no Reino Unido, itens de informática são responsáveis por 8% do consumo. Em 2020, está projetado para subir para 9%. Ao mesmo tempo, os outros eletroeletrônicos que consomem 24%, irão consumir 27%.
Já itens como refrigeradores e iluminação devem cair de 17% e 19% para 13% e 15% respectivamente.
Segundo o estudo, o principal fator é a mera quantidade de produtos dependentes de eletricidade que consumimos. Um outro fator, não menos importante, são os hábitos de consumo, muita vezes deixando estes aparelhos inteligentes plugados o tempo todo e usando vários ao mesmo tempo.
Para o Reino Unido, isso pode por em cheque as metas de redução de emissão de Gases Efeito Estufa.
No Brasil, o mesmo movimento está previsto no Plano Decenal de Energia 2020 elaborado pela EPE. A intensidade energética do setor residencial brasileiro aumenta neste período enquanto o industrial cai por causa dos esforços de eficiência energética e ganhos de inovação.
Fiquemos de olho.
Construção Sustentável é tema da Inova Rio 2011
Nesta quarta edição, o Inova Rio reunirá empresas inovadoras de toda a cadeia da Construção Civil com foco em produtos e processos sustentáveis. O objetivo do evento é criar oportunidades de negócios em soluções inovadoras e atualizar os empresários em temas relevantes para o setor.
A escolha do tema Construção Sustentável foi baseada na importância deste para o estado e para o país, considerando os grandes investimentos que estão sendo realizados pelos programas de habitação do Governo, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016.
As inscrições estão abertas e podem ser efetuadas no site da Firjan.
PALESTRAS CONFIRMADAS
Desenvolvimento da Construção com Inovação e Sustentabilidade
Palestrante: Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Materiais e Componentes para a Construção Sustentável
Palestrante: Vanderley John, coordenador do Comitê Temático de Materiais do CBCS e Professor da USP
Sistema Nacional de Avaliação Técnica
Palestrante: Maria Salette Weber, coordenadora geral do PBQP-H, Ministério das Cidades
Emissões na Construção Civil
Palestrante: Sérgio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio
SERVIÇO
Inova Rio 2011 – Mostra Nacional de Inovação | Construção Sustentável
Evento gratuito
Dia: 20 e 21 de outubro de 2011
Horário: 8h30 às 18h30
Local: Sede do Sistema Firjan
Avenida Graça Aranha, 01, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Fonte: Firjan
Sinduscon-BA usará conceitos de construção sustentável em nova sede
A nova estrutura, que será erguida no mesmo prédio da atual sede e seguirá os conceitos de sustentabilidade. O material que for demolido será reaproveitado na obra.
A área total construída é de aproximadamente 2.750m², distribuídos entre oito salões, um espaço multiuso e dois pavimentos garagem.
Fonte: CBIC.
Mercado verde traz perspectivas de negócios para as micro e pequenas empresas
Segundo ele, 48% dos consumidores estão dispostos a pagar até 10% a mais por produtos ou serviços que atendam a requisitos ecológicos e sociais. Santos argumentou que dados como esse apontam caminhos a serem seguidos já de imediato pelas 5,7 milhões de micro e pequenas empresas (MPE) de todo o Brasil.
No evento, Santos participou do painel ‘Oportunidades de investimento e negócios em atividades sustentáveis’. Pela primeira vez, instituições de vários países da América Latina se reuniram com o objetivo de debater medidas que signifiquem mais investimentos em programas e políticas voltados às MPE e médias empresas da região amazônica. O evento é uma realização da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide), do Banco da Amazônia e do Sebrae no Pará.
Ao apresentar um panorama do mercado verde, Santos enfatizou que 0,8% do mercado brasileiro atua com produtos e serviços comprometidos com o meio ambiente. Mas a previsão é de que esse número apresente crescimento considerável, ficando entre 5% e 7% ao ano até 2020. “Sustentabilidade significa competitividade ao longo do tempo. Quem não seguir essa tendência pode deixar de existir”, alertou.
Reciclagem
Segundo o diretor do Sebrae, o brasileiro ainda não relaciona a importância dos altos níveis de reciclagem registrados pelo país desde 1990 com a questão ambiental. Por isso, chamou a atenção para os resultados de sondagem realizada pelo Sebrae junto a empresários do segmento de pequeno porte, que revelou que a maioria desconhece o conceito de sustentabilidade, embora desenvolva ações que mostram sua aplicação no cotidiano.
Apesar de 58% deles afirmarem não ter conhecimento sobre o tema, na prática, entre 61% e 80% realizam algum tipo de ação sustentável, como controle de consumo de energia, água e papel, coleta seletiva e tratamento de resíduos tóxicos. “A sondagem evidencia a dimensão do desafio de incorporar a agenda da sustentabilidade na gestão cotidiana dos pequenos negócios em nosso país”, assinalou.
Como forma de estimular micro e pequenas empresas na questão, Santos apontou a importância do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), lançado em abril deste ano no município de Chapada dos Guimarães (MT). Instalado no Espaço Sebrae de Conhecimento, em Cuiabá, o CSS se dedica primeiramente a dois focos: Política Nacional de Resíduos Sólidos e eficiência energética.
Fonte: Agência Sebrae. Reportagem: Regina Xeyla.
Secovi-SP e Fundação Dom Cabral lançam Indicadores de Sustentabilidade Urbana
De acordo com o vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP, Ciro Scopel, governo e empresários, com apoio do universo acadêmico, se empenham na busca de medidas concretas com vistas à construção sustentável. Mas o que se vê, até então, são resultados pontuais.
“É preciso reconhecer que sustentabilidade não é fato isolado. Não adianta haver empreendimentos concebidos, produzidos e administrados de maneira sustentável se as cidades não forem igualmente sustentáveis. Afinal, quais são os quesitos que devem ser considerados? Quais são os parâmetros, como identificá-los e principalmente, como mensurá-los para que se possa ter a noção exata dos resultados obtidos com as ações adotadas? Esse estudo traz respostas para essas questões”, afirma Ciro.
No entender do Secovi-SP e da FDC, o setor imobiliário deve, institucionalmente, participar e pautar o debate sobre os temas da cidade sustentável, indicando pontos para a definição de políticas públicas. “A pesquisa também traz recomendações às empresas do segmento imobiliário, oferecendo parâmetros e indicadores que ajudam a promover o desenvolvimento sustentável na escala urbana. São as ações que o setor pode promover diretamente”, adiciona Scopel, que conduziu o processo ao lado diretor de Sustentabilidade, Hamilton de França Leite Junior, e do vice-presidente estratégico, Claudio Bernardes.
Conforme o arquiteto Carlos Leite, responsável pelo estudo na Fundação, a pesquisa permitiu a construção de um universo de indicadores para avaliação e monitoramento da sustentabilidade, considerando-se a função dos empreendimentos imobiliários na reformulação das cidades e nas expansões urbanas. “Foram levantados nove grandes temas que permitiram chegar a um conjunto completo de 174 indicadores e uma síntese, com 62 indicadores.”
Baixe o estudo Indicadores de Sustentabilidade Urbana: para além das edificações.
Fonte: Secovi-SP
Pesquisa estuda produção de bioplásticos de resíduos da agroindústria de açúcar e laticínios
Processos químicos sustentáveis, que minimizem a geração de resíduos e possam ser incorporados na formulação de plásticos biodegradáveis. Com esse objetivo, pesquisadores do Laboratório de Microbiologia Industrial do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro estão desenvolvendo um estudo que envolve a produção e extração de ácido lático por fermentação a partir de subprodutos de fontes alternativas, levando a uma síntese polimérica para a obtenção de um ácido polilático (PLA).
O material apresenta um potencial para ser utilizado na produção de bioplásticos e poderia ser empregado na fabricação de diversos produtos, da indústria de embalagens para a indústria alimentícia, de fármacos e cosméticos e até o uso em aplicações biomédicas, como cápsulas para medicamentos e em implantes ortopédicos.
O projeto de pesquisa Estudo da recuperação e purificação do ácido lático do meio de cultivo produzido por microrganismos isolados para produção de plásticos biodegradáveis, parte do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, foi selecionado em chamada de propostas do Acordo de Cooperação FAPESP-Braskem/Ideom, voltada para o desenvolvimento de materiais com características físico-químicas similares aos derivados do petróleo, porém menos prejudiciais ao meio ambiente.
De acordo com Jonas Contiero, professor do Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro e coordenador da pesquisa, trata-se de um estudo bastante complexo sobre um processo ainda caro de recuperação e purificação do ácido lático. Para diminuir esses custos, o pesquisador busca aumentar a produção do material com o uso de fontes alternativas de nitrogênio adicionadas a fontes alternativas de carbono, no caso, aos substratos gerados no processo da indústria sucroalcooleira e de fabricação de queijo.
Embora as características de resistência e cristalinidade do PLA permitam seu uso também na produção de fibras e filmes, o processo de obtenção deverá manter as características de biodegradabilidade do material.
Dados fornecidos pelo pesquisador indicam tratar-se de uma alternativa mais barata aos processos atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos e na Bélgica, que obtêm o polilactato a partir do uso do amido de milho e do açúcar de beterraba, respectivamente, o que poderia garantir sua viabilidade de produção.
“A quantidade de fibras lignocelulósicas dos resíduos ou subprodutos da agroindústria da cana-de-açúcar, representada pelo bagaço e pela palha, dá a ela uma vantagem competitiva inigualável em relação às outras fontes de carbono, uma vez que este resíduo pode ser utilizado para geração de energia para a operação da planta de produção”, afirma o pesquisador.
Pesquisa e aplicação
O projeto é continuidade da pesquisa Isolamento e seleção de microrganismos e desenvolvimento de tecnologia para produção de ácido lático, também apoiada pela FAPESP, na qual foram selecionados potenciais microrganismos produtores de um dos isômeros do ácido lático, e aperfeiçoados os parâmetros para produção, com o início da extração, purificação e polimerização do material.
O grau de pureza necessário para o uso do PLA depende da aplicação a que se destina. Como exemplo, para fins médicos, o insumo deve ter especificações máximas residuais de umidade, solventes, estanho e monômeros, entre outros.
Após a obtenção do polímero são feitas análises químicas para verificar a existência desses resíduos e determinar seu grau de pureza, o que garante a qualidade final do material e sua aplicabilidade na indústria de transformação.
Fonte: Braskem
Pesquisadores da UENF produzem biocombustível sólido de capim-elefante
Segundo Hernán Maldonado, pesquisador responsável pelo projeto, o Carvocapim, como foi nomeado, está sendo pensado para competir com o carvão vegetal tradicional, principalmente, com o que é feito a partir da exploração de florestas de eucalipto remanescentes e/ou reflorestadas. “Os briquetes de Carvocapim podem ser utilizados, por exemplo, em fornos de padaria, pizzarias, caldeiras industriais e na indústria de cerâmica. Esta última, inclusive, representa uma das atividades econômicas mais expressivas da região norte fluminense.”
Maldonado destaca que o principal diferencial do Carvocapim é o grande volume de sua produção anual: enquanto o corte final do eucalipto só acontece a partir do quinto ano após plantio, o capim-elefante após o primeiro ano de plantio pode-se obter dois cortes anuais para finalidades energéticas.
“Além disso, diferente do capim-elefante usado para a alimentação bovina, alguns tipos genéticos da gramínea usada no projeto chegam a atingir cerca de quatro metros de altura, com a estimativa de produzir em média 70 toneladas de matéria seca por ano. Essa biomassa, submetida ao carvoejamento a 380ºC (processo de fabricação dos briquetes), produz entre 25% e 30% de briquetes de Carvocapim por hectare, a cada ano”, acrescenta o pesquisador.
Mais do que reduzir os desmatamentos florestais, o Carvocapim também diminui a dependência do consumo de combustíveis fósseis, como o carvão mineral, que são finitos e que emitem gases intensificadores do efeito estufa. O pesquisador ressalta, ainda, que o novo biocombustível sólido é uma fonte de energia limpa, já que o CO2 produzido com sua queima é reutilizado no ciclo de crescimento das novas plantações de capim-elefante.
Presente e Futuro
Em uma face do projeto, Maldonado conta que estão sendo feitas três avaliações importantes para verificar a viabilidade da aplicação industrial e comercial do Carvocapim. A primeira é o levantamento de todos os custos envolvidos desde a preparação do solo até a produção final. A outra é a quantificação do poder calorífico dos briquetes. Por último, uma análise dos gases desprendidos pela combustão do novo biocombustível. “Para ser viável e competitivo, temos que associar baixo custo de produção, alto poder de geração de energia e, claro, desenvolvimento sustentável”, sintetiza.
Até o momento, segundo Maldonado, os resultados são satisfatórios. Ele destaca ainda que, em outra parte do estudo, os pesquisadores estão trabalhando no aproveitamento das cinzas oriundas da queima do Carvocapim. “Essas cinzas estão sendo utilizados na fabricação de cerâmica vermelha e estamos observando uma melhora na plasticidade e na qualidade da argila. Isso caracteriza um fim ecologicamente correto dos resíduos”, comemora.
Para o futuro, o pesquisador adianta que o Carvocapim será produzido por outro método de carvoejamento, realizado acima de 400ºC e na presença de pouco ou nenhum oxigênio. “Esse modelo de produção, conhecido como Biochar, retém entre 30 a 50% do carbono presente na biomassa e nos permite outra utilização do Carvocapim: poderá ser utilizado como adubo a ser incorporado ao solo e os gases produzidos no processo podem ser utilizados como fonte energética”, explica Maldonado.
“Além de integrar especialistas com larga experiência no manejo do capim-elefante, o projeto conta com a participação do professor José Fernando Coelho da Silva, da área de Nutrição de Ruminantes; do professor Carlos Maurício Fontes Vieira, pesquisador do Laboratório de Materiais Avançados da Uenf, do professor Marcelo Silva Sthel, membro fundador do Núcleo de Energia Alternativa da Uenf e especialista na detecção de gases poluentes e do doutorando Lucival de Souza Júnior, do programa de Ciência Animal da Uenf”, agradece Maldonado.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a destruição da natureza causa prejuízos anuais de, no mínimo, R$ 8 trilhões. Desse montante, cerca de R$ 4 trilhões são perdidos nos desmatamentos e queimadas florestais. “Portanto, é melhor investir em propostas de desenvolvimento sustentável, como a produção e as propostas de utilização do Carvocapim”, resume Maldonado.
Fonte: Faperj. Reportagem: Elena Mandarim
CNPq lança chamadas de cooperação internacional com foco em Nanotecnologia
Essas iniciativas partem do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e têm por objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação visando contribuir para aprimoramento do Brasil nessa área do conhecimento .
Para a Chamada de Cooperação Brasil-Cuba, Chamada 20/2011, as linhas de interesse são : Liberação controlada de fármacos e/ou nanoencapsulamento; Nanomateriais para bioengenharia; Nanopartículas para monitoramento e/ou diagnóstico em saúde; e, Nanotoxicologia e/ou nanorregulação.
Na Cooperação Brasil-México, Chamada 21/2011, as áreas de interesse são: Agronegócio; Eletrônica; Energia; Materiais; Meio ambiente; Nanobiotecnologia; Saúde; e Sensores e/ou reguladores e seus impactos.
Os projetos aprovados terão o valor máximo de R$ 150.000,00. As inscrições devem ser feitas exclusivamente via Internet, por intermédio da Plataforma Carlos Chagas, até o dia 03 de novembro de 2011.
Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Embrapii pode fazer ponte entre universidade e indústria, diz secretário
Em sua palestra, ele apontou a proposta da Embrapii como alternativa para enfrentar o desafio de transferir conhecimento da academia para o setor produtivo. O secretário alertou para o risco de o Brasil se transformar numa “grande fazenda” do mundo no futuro, como produtor de minérios e alimentos, abrindo mão de fortalecer a indústria. Citou como exceção o setor do agronegócio, que, segundo avaliou, serve de exemplo para outros segmentos industriais.
Mota destacou o grande crescimento da produção científica brasileira, que hoje representa 1% da produção mundial, mas, por outro lado, chamou a atenção para a quase inexistência da transferência de tecnologia e do registro de patentes em relação aos países desenvolvidos.
Enfatizou ainda que, apesar do marco legal para estimular o setor e do crescente investimento das empresas em pesquisa e desenvolvimento, a atual estrutura existente no país não permitiria atender o ritmo de demanda pela inovação das empresas. “Hoje tem um conjunto de empresas pequenas e médias de base tecnológica que estão nascendo, e a estrutura é baseada em estimular a ciência, que tem um tempo diferente da inovação”, disse.
O secretário explicou aos deputados que a Embrapii terá o objetivo de agilizar e facilitar o processo inovativo, que é interrompido entre a produção e a fase negocial. “A Embrapii irá atuar nesse intervalo. A boa experiência da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] servirá de exemplo”, ressaltou.
Mudança cultural
O economista Paulo Mol, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lembrou que a ideia da Embrapii surgiu na entidade, com o apoio do MCTI, visando a levar a inovação para a agenda empresarial. Mol comentou a mudança de perfil do Ministério nos últimos anos, ao se voltar para o processo da inovação, inclusive com a inclusão recente da palavra no nome.
Ele ainda lembrou a criação do marco legal, com a Lei da Inovação e da Lei do Bem, como facilitador para essa transformação: “Fico feliz que o tema inovação começa a entrar pela porta da frente na política brasileira. Isso é importante para o país e para o crescimento econômico”.
Para o diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), Domingos Manfredini, a Embrapii vem para colocar a velocidade necessária no processo de inovação no país, onde, a seu ver, já acontece uma mudança de cultura no meio empresarial, nas organizações e nas universidades. “Hoje percebemos isso dentro dos nossos institutos: os pesquisadores preocupados com o que está sendo desenvolvido e como será usufruído”, disse.
Piloto
Ronaldo Mota informou ainda que um projeto piloto da Embrapii, com prazo de 18 meses para ser implantado, vem sendo articulado com a Confederação Nacional da Indústria. Três institutos tecnológicos foram selecionados em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia para receber recursos da ordem de 30 milhões cada um nesta fase inicial.
De acordo com o secretário do MCTI, a empresa será compartilhada pelos setores público e privado, com gestão predominantemente da iniciativa privada, em parceria com institutos tecnológicos e universidades.
Ao ser questionado pelos deputados sobre a necessidade de detalhes da empresa e quanto à preocupação com o uso adequado dos recursos públicos, ele reforçou que haverá a contrapartida empresas e que a discussão será aprofundada no Legislativo. “Quanto mais embasada chegar ao Congresso Nacional, melhor”, concluiu.
Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
